sexta-feira, 8 de maio de 2009

Poema

Meu poema

A poesia seca em profundo silêncio:

o imenso deserto de palavras

e o branco absoluto do papel.

À morte da poesia

nem sequer um epitáfio.

O dizível sangra em hemorragia;

verte o nada, a língua,

num esforço gago e pífio.

Paralisa a pena

e fermenta apodrecido,

nisso,

o meu poema.



6 comentários:

Doutor Estranho disse...

grande geó! salve... e que poema bacana! aquelabraço, dr. e.

Aecio disse...

muito bom o poema. passa certa angustiante e árida fome de criação...

Yara disse...

Ai Geó, da até um aperto no peito, essa angustia. Toda fermentação se não bem acompanhada...esplode!
Torço para uma esplosão de belos poemas.
Beijo

Dimas Lins disse...

Geó,

Você voltou em alto estilo. E o poema carrega um pouco a culpa - e até mesmo a justificativa - pelo recesso um tanto forçado.

Parabéns pela volta!

Dimas

Jonas disse...

Poema relevante. E o detalhe da angústia que é criar não escapou à atenção dos leitores.

Ana disse...

Nem acredito que você voltou!!! Ótima notícia, Geó!
E voltou pesado, denso, arrastando minhas recordações floridas do deserto sertão pernambucano.
Senti muito a falta dessa densidade toda.
Sê benvindo!