sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Poema


Vista do Capibaribe

Água fétida do Capibaribe,
Que inunda agora a plaga
Onde com o amor estive.
Traz no teu curso frias adagas,
A me crivar, em chagas,
O que ainda sobrevive.


Torre – Beira rio – manhã de 23/jan – 2007.

3 comentários:

Ana disse...

Impressionante sua capacidade de emprestar à dor tanta poesia. Sou capaz de apostar que aconteceu com você. De verdade.
Parabéns, Josias!

Dimas Lins disse...

Depois do que Cláudia disse, só se eu apresentasse documento passado em cartório comprovando suas palavras.

Belíssimo, como sempre.

Dimas

Anônimo disse...

Diz, bichão! Só pra lembrar: além do Cazzo (vez em quando) escrevo também (quando em vez) para o Ferro Velho de Zé da Goma (zedagoma.blogspot.com). Depois volto aqui com mais calma - conectei rápido a partir do Cazzo. Jonatas