segunda-feira, 7 de abril de 2008

Poema




Um janela

Vi a lua em teus olhos.
Duas pequenas esferas
pratas,
no castanho da íris.

Lua imensa, dentro de ti.
Clarão a iluminar
meu lado obscuro.

O que me era dado sentir?

Vi a lua em teus olhos.
Duas pequenas esferas
pratas,
no castanho da íris.

Uma lua, senda e segredo,
desvão, trilha sofrida;
levando a mim.

Era tua luz que me gerava medo?

Ferida aberta
a minar sangue,
esse reflexo
em teu olhar,
é tão agudo
em sua pureza:
que não consegue
me libertar.

4 comentários:

Anônimo disse...

"Sabia... gosto de você chegar assim
Arrancando páginas dentro de mim Desde o primeiro dia

Sabia...Que ia acontecer você, um dia"
Lola

Gilso disse...

Que poesias linda demais!
abs,bróder.

Ana disse...

"Lua imensa, dentro de ti.
Clarão a iluminar
meu lado obscuro".

Essa bateu na veia, Poeta. Pegou pesado, hein? Muito bom.

Aecio disse...

a última estrofe é muito bacana, como de resto toda a peça