terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Poema


Um sax na madrugada

Um canto de sax na noite:
solitário canto.
Quem dera impregnasse o sono de tantos,
que dormem sonhos agitados
e roncam pesadelos.

O sax é bálsamo e açoite:
solidário espanto.
Vem como fera galgando ermo âmbito,
que acorda os sonhos agitados,
mas sem poder detê-los.

2 comentários:

Rita disse...

Eita moço,senti uma profunda melancolia nesse poema. Uma coisa bem legal foi sua sensibilidade para escolher a foto. A solidão não poderia estar melhor retratada. Beijinho

Ana disse...

Amei o casamento da foto com o poema, Josias! Fiquei um tempão somente olhando foto e título. O poema só coroou essa união perfeita! Parabéns!
Ah, permite uma idioticezinha de minha parte? Você toca sax?
Beijos,
Ana