sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Poema


Meu funeral


Alívio ao ver-me ali ao lado,
parado, inerte sob o céu plúmbeo;
cercado por dissimulado cortejo,
como convém a qualquer moribundo.

No pálido rosto, um esgar de riso;
declinante da vida sem dor e sem dó.
Tal ricto, acaso, assome do espasmo,
da hipócrita máscara que reina ao redor.

2 comentários:

Ana disse...

Perturbador, Josias. Demais até.

Josias de Paula Jr. disse...

Tem um amigo que diz que eu faço a poesia das sombras...